Enquanto atriz e produtora cultural, posso declarar que foi através da CENA LUSÓFONAque os meus olhos se abriram para uma produção artística que me era desconhecida e com a qual me senti irmanada. Nosso encontro no Centro Cultural São Paulo em 1998 foi muito rico, a edição da REVISTA DA CENA LUSÓFONAsobre o TEATRO BRASILEIROtem sido uma das minhas referências teóricas e afetivas para pensar a nossa história comum. Sei que todos os recursos públicos devem ser bem aplicados e terem seus resultados sistematicamente avaliados. Porém, também aqui no Brasil a cultura é sempre a primeira sacrificada, sem que com isso conquistemos avanços significativos em outras políticas públicas.
Falamos a mesma língua, mas oceanos e séculos nos separam. O governo português começava a navegar mais uma vez por esse mar sem fim, fazendo com que todos nós participássemos da mesma travessia. Não podemos naufragar.
Graça Berman (actriz e produtora, Brasil - São Paulo)