Carlos Porto homenageado pela Escola Superior de Teatro e Cinema
O crítico e investigador teatral Carlos Porto, falecido em 2008, é homenageado pela Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC), na Amadora, com um programa que inclui várias actividades desenvolvidas por alunos da Escola.
A homenagem terá início às 15h00, no Grande Auditório da ESTC, com a projecção do filme "Lá no fundo" (de finalistas das licenciaturas e Teatro e Cinema). Seguem-se leituras encenadas da peça "Fábrica Sensível", de Carlos Porto, e um momento musical, ambos pelos alunos do 2º ano da Licenciatura em Teatro - ramo Teatro, dirigidos, respectivamente, pelos professores Francisco Salgado e Sara Belo.Às 18h30 é inaugurada, no foyê do Grande Auditório, a exposição "Carlos Porto, Uma Vida no Teatro".
Carlos Porto, pseudónimo de José Carlos da Silva Castro, nasceu no Porto em 1930 e fez crítica de teatro durante quase cinquenta anos, sobretudo no Diário de Lisboa e no Jornal de Letras. Membro-fundador da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, Carlos Porto distinguiu-se também como poeta, dramaturgo e tradutor, estando publicados, entre outros, "10 Anos de Teatro e Cinema em Portugal 1974-1984", "O TEP e o teatro em Portugal", "Fábrica Sensível" e "Poesia Cega". Maria Helena Serôdio, directora da revista Sinais de Cena e amiga do crítico de teatro, afirmou em 2008 à agência Lusa que Carlos Porto "foi um dos grandes fazedores de opinião pública em termos de teatro" e que ele "era um crítico muito respeitado e por vezes muito temido, que provocou algumas polémicas, mas que respondeu sempre com coragem e frontalidade". Foi "um combatente absolutamente decidido e corajoso sobre a liberdade do teatro, sobre a inovação e sobre o profissionalismo", acrescentou na altura Maria Helena Serôdio.
Carlos Porto colaborou igualmente com a Cena Lusófona, tendo dois ensaios publicados na revista setepalcos: "Teatro Africano" (nº1, 1996) e "Teatro Brasileiro" (nº2, 1998).