Na cerimónia de tomada de posse da nova Presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, o Ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou um "novo modelo" para a instituição, que inclui novas competências, nomeadamente no ensino de Português no estrangeiro.
Esta ampliação justifica o reforço do orçamento do Instituto em relação a 2009 (de 15 para 47 milhões de Euros) e enquadra-se no que Luis Amado define como uma "visão ambiciosa": será necessário que a instituição tenha "muito mais músculo do ponto de vista institucional e financeiro para poder fazer face aos objectivos muito exigentes que tem de realizar".
O Ministro dos Negócios Estrangeiros referiu-se a um "novo paradigma institucional", que fomenta a participação de vários sectores da administração pública no desenvolvimento da programação e no planeamento estratégico do Instituto, nomeadamente através de um conselho com representantes dos ministérios da Cultura, da Educação, da Ciência e Ensino Superior, bem como dos ministérios que tutelam a comunicação social. Até aqui, reconheceu o Ministro, a relação destes sectores com o IC tem sido "um tanto ou quanto tensa".
A nova Presidente do Instituto Camões afirmou que a nova lei orgânica vem "clarificar o envolvimento dos parceiros públicos relevantes, de modo a conseguir maior e melhor articulação dos vários ministérios na prossecução de uma política linguística do Governo português". Salientou no entanto a existência de "outros parceiros", ligados "ao mundo empresarial", que "compreendem a importância da expressão ‘negócios em português’ e reconhecem a importância de uma política de internacionalização da língua e da cultura, a par dos seus objectivos de mercados mais globais". "Gostaria de sublinhar este traço que será uma das minhas opções de actuação: a questão da língua, sendo uma competência do Estado, deve envolver os vários parceiros públicos e privados", sublinhou Ana Paula Laborinho.
A notícia completa da tomada de posse pode ser lida AQUI.